Noites Urbanas

Postado em Cotidiano.., Textos com as tags , em fevereiro 9, 2010 por Kelvin Constantino

Acho que poucas pessoas gostam de observar o que há ao seu redor. A maioria pensa que isso é falta de introspecção, mas são poucos os que conseguem conciliar o ato de observar a realidade ao seu redor e avaliar a si próprio.

As noites urbanas tem muito a nos ensinar. Eu tenho certeza que todos já se sentiram pensativos, já se sentiram sozinhos, isolados, ao caminhar as 3 da madrugada pelo centro de alguma cidade. A selva de pedra, os miseráveis usando as calçadas como colchão, os rápidos movimentos desconhecidos que se observa pelos becos… Nos fazem pensar em como a vida é sempre uma surpresa. Olhar para o céu noturno, embotado pelas luzes da louca cidade, é uma sensação única.

Em cada esquina, em cada prédio, em cada grupo de mendigos, há dezenas ou centenas de histórias, dezenas de contos que dariam filmes, livros, novelas. A imposição de uma idéia ou conceito sempre estimula o seu oposto. E a solidão das grandes cidades estimula o sentimento de “querer estar”. Alguns chamam isso de carência. Eu chamo de sentido. É só reparar: os mendigos, apesar das enormes diferenças entre si e dos conflitos inerentes, quase sempre se juntam em grupos, onde formam um comunidade. Quanto mais as pessoas se isolam em seus apartamentos, mais acessam os facebooks e twitters da vida em busca de atenção e “amizades”.

E também, na maioria das grandes cidades, o crime é uma coisa comum. Não quero que pense que defendo as práticas criminosas frequentes em nosso meio, mas sei que sem elas não teríamos o desejo de paz, da mesma forma que sem o holocausto dos nazistas, não teríamos todos esses conceitos de direitos humanos e proteção à minorias. Nas grandes cidades é mais fácil de conhecer o Ser Humano sem máscaras ou morais dominantes. Conhecemos sua face suja, sua face desumana, seu lado cruel. E não há nada mais aterrador e perfeito do que ver o Ser Humano sem máscaras.

Então, da próxima vez que vocês estiver caminhando a noite, além das preocupações com segurança e com seu caminho até casa, tente observar. Parece idiota, mas é até um exercício interessante… Faz você ver o sentido de muitas coisas.

It’s a late goodbye…

A Carta de Valerie

Postado em Textos com as tags , , , , em novembro 17, 2009 por Kelvin Constantino

Transcrição de trecho do filme “V de Vingança”, onde é contada a história fictícia (mas muito inspiradora) de uma mulher homossexual detida pelo governo totalitário que é retratado no filme.

“Sei que não há como convencê-lo de que isto não é um truque mas não faz mal. Sou eu. Meu nome é Valerie. Não creio que viverei muito tempo e quero falar sobre a minha vida. Esta é a única biografia que eu vou escrever e faço isso em papel higiênico.

Nasci em Nottingham, em 1985. Não me lembro muito da infância, mas eu me lembro da chuva. Minha avó tinha uma fazenda e ela dizia que Deus estava na chuva. Fui aprovada no exame para o curso secundário. Na escola, conheci minha primeira namorada. Seu nome era Sarah. Foram seus pulsos. Eles eram lindos. Achei que nos amaríamos para sempre. O professor dizia que era uma fase da adolescência que superaríamos. A Sarah superou. Eu não superei.
Em 2002, eu me apaixonei por uma garota chamada Christina. Naquele ano, contei aos meu pais. Não poderia ter feito isso sem a Chris segurando minha mão. Meu pai não olhou para mim. Disse-me para ir embora e nunca mais voltar. Minha mãe não falou nada. Mas eu só contei a verdade a eles. Isso foi egoísmo demais? Nossa integridade vale tão pouco, mas é tudo o que temos. É o mais importante em nós. Mantendo nossa integridade, somos livres. Sempre soube o que queria da vida.
Em 2015, eu estrelei meu primeiro filme, As Dunas de Sal. Foi o papel mais importante da minha vida, não pela carreira, mas porque assim conheci a Ruth. Na primeira vez em que nos beijamos, eu soube que nunca mais iria querer beijar outros lábios. Nós nos mudamos para um apartamento em Londres. Ela plantou Scarlet Carsons para mim na janela e nosso apartamento sempre cheirava a rosas. Foram os melhores anos da minha vida.
Mas a guerra dos EUA foi piorando e, no fim, chegou a Londres. Depois disso, não havia mais rosas… Não para todos. O significado das palavras começou a mudar. Palavras como “colateral” e “rendição” inspiravam medo… Enquanto ganhavam força “Nórdica Chama” e “Artigos de Submissão”. Lembro-me de como “diferente” virou “perigoso”. Ainda não entendo por que nos odeiam tanto. Eles levaram a Ruth enquanto ela comprava comida. Nunca chorei tanto na minha vida. Não demorou para virem me buscar. Parece estranho terminar a vida em um lugar tão horrível… Mas durante três anos eu tive rosas e não pedi desculpas a ninguém. Eu morrerei aqui. Cada pedacinho do meu ser perecerá. Cada pedacinho… Menos um. O da integridade. É pequeno e frágil… E é a única coisa que vale a pena ter. Nós jamais devemos perdê-lo. Nem deixar que o tomem de nós. Espero que, quem quer que você seja, escape daqui. Espero que o mundo mude e a vida fique melhor. Mas o que mais quero é que entenda a minha mensagem…Quando falo que mesmo sem conhecer você… E mesmo que talvez jamais conheça você… Ria com você, chore com você… Ou beije você… Eu amo você. De todo o coração… Eu amo você.
- Valerie

Momentos Invisíveis

Postado em Memórias e Crônicas.. com as tags , , em outubro 4, 2009 por Kelvin Constantino

Estive conversando esses dias com um amigo sobre momentos “invisíveis”. Creio que todos conheçam e
já tenham sentido esses segundos especiais, aquela fração de tempo onde o mundo para de girar, os
sentidos são congelados e o único som audível é o da própria respiração.

Sempre falamos que os pequenos momentos, as pequenas coisas, as pequenas realizações é que fazem e moldam
a nossa felicidade, nosso prazer em viver. Olhar nos olhos da pessoa que você ama, ou mesmo nos olhos
de seu filho ou de uma pessoa querida; um abraço esperado há muito tempo; um reencontro; esses
momentos singulares fazem nossa felicidade, nosso prazer maior. E por mais que tentemos ignorá-los,
possuem um efeito avassalador.

Por isso não é muito inteligente se desfocar, se afastar desses momentos por simples vergonha
ou medo da reação alheia. A felicidade está no aqui e agora, e mesmo eu não sendo a melhor pessoa
pra falar sobre felicidade, eu tenho certeza que se focar apenas no futuro e deixar de aproveitar o calor de um abraço,
a receptivade de um olhar fraterno, o gesto materno de um simples cafuné, enfim, tenho certeza que deixar de aproveitar esses
e outros momentos “invisíveis” não é um bom caminho a ser seguido. Ainda mais se essa decisão estiver levando em conta apenas
a opinião e vontade dos outros.

Quebre as regras, passe por cima das leis da boa moral, o mundo pouco tem a ver com o que você
faz com seu infinito particular. É seu dever lutar pelo que acredita e sente. E é dever dos outros
respeitar seu caminho.

P.S.: Agradecimentos a Pablo pelo título do texto e pelas sempre ótimas indagações sobre a vida.

Tempos Felizes

Postado em Textos em setembro 24, 2009 por Kelvin Constantino

Nos tempos ancestrais, nos tempos em que os homens dançavam ao redor da fogueira, nos tempos em que os deuses celebravam junto a nós com vinho e música; havia uma Música continuamente executada pelos silfos. Essa música unia corações, acalmava as mentes, era o plano de fundo de nossas celebrações.

Como eram tempos felizes aqueles. A Era de Ouro.

Mas aos poucos, fomos deixando de caminhar junto a nossa Mãe, aos poucos a arrogância foi nos deixando egoístas, hipócritas, mentirosos. O Fogo Sagrado foi substituido pelo som das espadas, pelo sangue nas mãos, pela sede por vitória. Aos poucos o homem foi esquecendo como era belo ver o Sol dormir, aos poucos o frenesi causado pelo sangue alheio passou a nos atrair mais que uma boa dança, aos poucos fomos esquecendo nossa origem.

E com isso, nossos Pais nos abandonaram, era o nosso primeiro trauma.

Como seres caídos, vivendo em exílio, mas acostumados a celebrar sempre, acostumados a apreciarem as pequenas coisas, poderiam viver sozinhos? A solidão era um sentimento novo para os homens. Mas nossos Pais pouco se importavam, afinal, àquela altura já haviamos sentido coisas piores e feito coisas que nos depreciavam.

E então logo deixamos de ouvir a Música, era o nosso segundo trauma.

Não havia como substituir a Música. Precisavamos daquilo, aquele som nos alegrava, nos deixava unidos às águas, à terra abaixo de nós, aos animais ao nosso redor. Sem a música, só nos restava o Sol, a Lua, as folhas, a chuva, nossas canções, nossas danças. Mas isso era tão pouco perto da Música.

E por fim, esquecemos nossa origem, era o nosso terceiro trauma.

Ao mesmo tempo em que esquecemos toda a humilhação passada em tempos ainda mais antigos, esquecemos também nossa origem gloriosa. E sem nossos Pais e a Música para nos lembrar de nossa queda, de nossa arrogância, de nossos sentimentos, do quão somos maravilhosos, fomos decaindo mais e mais até nos juntarmos aos animais, até nossa chama divina ser apagada e esquecida por várias eras.

Mas já são novos tempos…

Alguns poucos já começam a voltar a escutar a Música. O Espírito volta a se unir à Carne. Eu já vejo a donzela dançar junto as flores, eu já vejo nosso conselheiro tocar sua flauta pelos bosques. E já sinto nossos Pais, aqui e ali.

E quando todos ouvirem novamente a Música, seremos afogados por nossas próprias lágrimas, as estrelas cairão trazendo de volta o Amor jogado no Infinito, e por final, o Fogo Sagrado será reaceso, reacendendo em nós a vontade de dançar, de assistir o Sol acordar e dormir, nossa vontade de chorar junto com a Lua, de ser Uno com a terra, com os rios, com as folhas…

Os deuses estão nas flores, na chuva, no canto dos jovens e velhos, no líquido sagrado. Eles estão em você, estão em mim. Estão em si mesmos. Estão em Tudo. Se quer conhecer um deus, olhe para a superfície de um rio, e veja o quão belo é ver como ele se parece com você!

“Conhece-te a Ti mesmo e conhecerás todo o Universo e seus mistérios”

“Mestre, são plácidas…”

Postado em Poemas em setembro 24, 2009 por Kelvin Constantino

Mestre, são plácidas
Todas as horas
Que nós perdemos,
Se no perdê-las,
Qual numa jarra,
Nós pomos flores.

Não há tristezas
Nem alegrias

Na nossa vida.
Assim saibamos,
Sábios incautos,
Não a viver,

Mas decorrê-la,
Tranqüilos, plácidos,

Tendo as crianças
Por nossas mestras,
E os olhos cheios
De Natureza …

À beira-rio,
À beira-estrada,

Conforme calha,
Sempre no mesmo
Leve descanso
De estar vivendo.

O tempo passa,
Não nos diz nada.

Envelhecemos.
Saibamos, quase
Maliciosos,
Sentir-nos ir.

Não vale a pena
Fazer um gesto.

Não se resiste
Ao deus atroz
Que os próprios filhos
Devora sempre.

Colhamos flores.
Molhemos leves
As nossas mãos
Nos rios calmos,
Para aprendermos

Calma também.

Girassóis sempre
Fitando o sol,
Da vida iremos
Tranqüilos,tendo
Nem o remorso
De ter vivido.

(Fernando Pessoa)

Morte

Postado em Memórias e Crônicas.. em agosto 31, 2009 por Kelvin Constantino

Há tempos venho adiando escrever sobre esse tema. Talvez um medo inconsciente me impedisse; mas de qualquer forma, cá estou.

Sempre tive comigo a idéia de que iria morrer antes dos 30 anos. Não sei, é algo irracional, apenas uma certeza de origem incerta (desculpem o trocadilho..), talvez até um desejo. Sim, um desejo de não ter a frustração da meia idade, de não ter que chegar aos 40 frustrado com tudo que fiz ou deixei de fazer na vida. Se já sou assim com 18 anos, imagine lá pra frente…

Tenho uma vida meio que sem perspectivas. Descobri isso (ou melhor, tive certeza) no final das férias de inverno. Uma simples desilusão amorosa era capaz de me derrubar. Depois do choque das férias, veio o vazio. Não importa o quanto eu esteja alegre, triste, eufórico, cansado; sempre internamente eu vou estar numa calma melancolia. Não é tristeza, é uma ausência de sentimentos, de emoções. Uma falta de esperança. O que alguém, na minha situação, com meus gostos, meu temperamento, pode esperar do futuro? Nada.

Já desisti de ter parceiro fixo. A não ser que a vida faça questão de fazer um cair do céu, não me dou mais ao trabalho de buscar. Casar, ter filhos e uma vida “normal” só me traria mais frustração. Me sentiria um covarde por não ter seguido minha Verdadeira Vontade. Toda profissão, carreira ou sonho que penso em seguir parece ter mais contras do que prós.

E então me vem a idéia da morte. As vezes atrativa, as vezes depressiva, mas sempre presente. Lembro que ainda criança dizia que não passaria dos 30. A cada dia torço mais para que a “profecia” se cumpra. Não se trata de não dar valor ao que tenho e a vida, se trata de não ter perspectivas. Admito que talvez seja um pouco de covardia. Mas sinceramente, quando se chega aos 40 ou 50, não há como voltar atrás, não há como se arrepender. Hoje com 18 anos posso mudar meu jeito de ser e agir, mas daqui a 20 anos não. A vida já vai estar construida.

Agradeço muito por ter família, amigos fiéis, amores não correspondidos; agradeço muito por ter tido a oportunidade de amar, de chorar, de sentir o mais puro sentimento, o mais puro carinho e compaixão que se conhece mas não se pode nomear. Agradeço por ser saudável, por ter uma saúde de ferro, agradeço por ter nascido sem transtornos, agradeço por ser do jeito que sou. Eu me amo profundamente, amo todo o meu jeito de ser e sentir, amo meu jeito de interagir com o mundo, amo o que sou.

Mas com tudo isso, não vejo perspectivas. Vivo o presente sem esperança de futuro. Sendo isso positivo ou não, é o que sigo agora.

Everybody hurts..

Incorporando o Jabor

Postado em Cotidiano.. com as tags , , em agosto 9, 2009 por Kelvin Constantino

Andando pela noite solitária, em uma esquina qualquer, paro e penso: vale a pena se martirizar por algo tão pequeno? Vale a pena disperdiçar a juventude por causa de um sentimento que, se você conseguir analisar com frieza, é tão supérfluo?

Sim, estou falando disso mesmo. Eu sei que os ultimos posts foram verdadeiros odes ao amor, quase declarações a uma pessoa que eu nunca revelei o nome aqui. Mas enfim, o mundo dá voltas, e depois de alguns socos na cara, eu acho que percebi a verdade mais inescapável: Amor não é garantia de felicidade, mesmo se for correspondido. E se for correspondido, minha personalidade e meu temperamento destrutivos vão fazer questão de tentar acabar com minha empolgação. Fato.

Desde pequeno, quando perguntavam minha data de nascimento a minha mãe, logo eu tinha que escutar um “xii escorpião? Esse vai dar trabalho heiinn….”. Minha mãe tentava acalmar minha consciencia e calar a boca da amiga palpiteira: “Ah que nada, nunca me deu trabalho, um anjo”. Tendo a astrologia alguma validade ou não, só sei que aprendi mesmo a ser um demônio com essas observações esotéricas. Não que isso seja de todo ruim, mas enfim.. ;p

É, relacionamentos fixos não são mesmo sua praia. Você é muito paranóico Kelvin. Acabou, desista, se tranque num quarto escuro e chore a sua síndrome de Stalin. Parece triste né? Mas nem é tanto. Certas experiências ruins te deixam mais forte, mais inteligente, mais centrado, seguro de si. Não que eu tenha desistido totalmente de ter relacionamentos sérios, só deixei de buscar e criar tanta esperança quanto a isso.

Em relação àquela palavrinha tão chata, o tal do am… am… aaah como é mesmo? Ah sim, amor. Quanto a “isso”, acho que levar tantos baques te deixam mais frio. Sim, continuo o sentindo, seja em relação a amigos, família, ou mesmo à aquela pessoinha tão frequente em meus pensamentos. Mas como já disse, deixei de buscar e criar tanta esperança quanto a “isso”.

Bem é isso aí. Não sei por quê resolvi escrever isso as 21:30 de um domingo, mas acho que precisava mesmo incorporar o Jabor. :B

Hugs =]

O Menestrel

Postado em Textos com as tags em agosto 7, 2009 por Kelvin Constantino

LágrimasDepois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Versos Bárbaros

Postado em Poemas com as tags , , em agosto 6, 2009 por Kelvin Constantino

Eu não poderia saber
Que a partir daquele momento
Eu estaria eternamente preso a você

Eu não imagina que suas palavras serviriam como alimento
Não imaginava que acharia o brilho de seu olhar mais atraente que o das estrelas
Quando tudo isso vem na minha mente, eu paro e penso
Ó deuses, há maldição maior que o amor?

Não poder apreciar o brilho das estrelas como antes
A maior maldição que poderia recair
Sobre a alma dos amantes

A leveza de seu sorriso
A docura que emana do seu olhar
Me fazem rir, me fazem chorar

Mas não culpo a mim, nem a ti
Ninguém poderia saber
Que naquele momento tão casual
Eu estaria eternamente preso a você

Coisas Que Nós Sentimos

Postado em Memórias e Crônicas.., Textos em agosto 1, 2009 por Kelvin Constantino

Era um dia comum, assim como todos os dias. Engraçado como a simples visão de algo que te atraia pode servir como um flash de reanimação, algo que te traga de volta a vida verdadeira. Quando você está sem emoções que te façam tremer, sem paixões que te façam sofrer, é como estar morto. Já diziam os maiores mestres que já passaram por esse mundo: a vida é sofrimento. Por mais que se queira escapar disso, por mais que se tenha surtos de alegria e renovação, sempre haverá sofrimento na vida. É como uma característica intrínseca. É algo que vem junto com o pacote emoções+paixões.

Como já disse, era um dia comum. Porém, a visão de um rosto tornou aquele dia mais iluminado, me deixou eufórico. A simplicidade, o carisma que eu sentia vindo daquele ser eram únicos. Naquele momento, eu não imaginava que a simples admiração momentânea poderia se transformar num sentimento que me faria perder o sono meses mais tarde.

Você pode ter dinheiro, pode ter as melhores pessoas ao seu lado, pode ter toda a popularidade do mundo, mas no final das contas, o que conta realmente é aquela pessoa que te faz tremer, que te faz ter aquele calor gostoso no peito.

“Não vou me apaixonar de novo” ou “jamais quero me prender a outra pessoa” são frases que todos repetimos quando terminamos um relacionamento. O maior truque que a vida pode lhe pregar é você conseguir se livrar dessas sinas, mas logo ela te manda um novo sentimento, algo muito mais arrebatador que uma paixão, algo construído com o tempo, algo tão sublime que faz o resto da sua vida não ter mais graça. Isso é o amor.

Quando eu vejo aquele rosto, é como se todos os meus problemas ficassem menores. Aliás, se não o vejo, meu dia não está completo. Mesmo que aquele rosto tenha outro “dono”, mesmo que outra pessoa tenha a oportunidade de acaricia-lo, só o fato dele esboçar um sorriso me deixa feliz, mesmo que aquele sorriso seja causado por outra pessoa. Isso é amor.

Hoje tenho certeza que, mesmo eu não venha a ter a oportunidade de ser mais que um qualquer pra essa pessoa, sei que o simples fato de estar no mesmo ambiente que ela já me deixaria feliz. Ver aquele rosto sorrir, falar, gritar, chorar, expressar suas emoções mais simples é como se eu estivesse em simbiose sentimental, é como se sentisse tudo que ele sente. Isso é amor.

E tudo isso começou num dia comum, como todos os outros dias..